Inconel, Monel e Hastelloy: boas práticas para soldar ligas níquel
As ligas de níquel — Inconel (Ni-Cr-Fe), Monel (Ni-Cu) e Hastelloy (Ni-Mo-Cr) — são escolhidas por sua excepcional resistência a altas temperaturas e ambientes corrosivos extremos. A soldagem dessas ligas exige atenção especial em cada etapa do processo.
Características metalúrgicas que impactam a soldagem
- Baixa condutividade térmica: o calor se concentra na ZTA, aumentando o risco de distorção e de segregações de baixo ponto de fusão.
- Alta viscosidade do metal líquido: a piscina de soldagem é "preguiçosa" — use ângulos de tocha e velocidade de arame adequados para garantir fusão lateral.
- Sensibilidade à contaminação: enxofre, chumbo, fósforo e zinco (presentes em tintas, lubrificantes e galvanizados) causam trincas a quente. Limpeza rigorosa é obrigatória.
Seleção do consumível
- Inconel 625: ENiCrMo-3 — versátil, usado para soldar Inconel 625, 600 e aços inox dissimilares.
- Monel 400: ENiCu-7 — para ligas Ni-Cu em ambientes com ácido fluorídrico e água salgada.
- Hastelloy C-276: ENiCrMo-4 — máxima resistência a meios ácidos redutores e oxidantes.
Boas práticas
- Limpe com acetona ou álcool isopropílico e luvas sem talco antes de manusear a peça.
- Não pré-aqueça (salvo especificação em contrário) — o calor excessivo piora a segregação.
- Mantenha temperatura de interpasse abaixo de 100 °C.
- Passes estreitos (técnica "stringer") para minimizar calor de entrada.
- Utilize proteção gasosa adequada: argônio puro ou Ar+He para aumentar penetração em TIG.
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